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Os efeitos fisiológicos da respiração lenta no ser humano saudável.


Dezembro de 2017 

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Resumo

Práticas de respiração lenta têm sido adotadas no mundo moderno em todo o planeta devido aos seus alegados benefícios para a saúde. Isso despertou o interesse de pesquisadores e clínicos que iniciaram investigações sobre os efeitos fisiológicos (e psicológicos) das técnicas de respiração lenta e tentaram desvendar os mecanismos subjacentes. O objetivo deste artigo é fornecer uma visão geral abrangente da fisiologia respiratória normal e dos efeitos fisiológicos documentados das técnicas de respiração lenta, de acordo com pesquisas em humanos saudáveis. A revisão concentra-se nas implicações fisiológicas para os sistemas respiratório, cardiovascular, cardiorrespiratório e nervoso autônomo, com foco particular na atividade diafragmática, eficiência ventilatória, hemodinâmica, variabilidade da frequência cardíaca, acoplamento cardiorrespiratório, arritmia sinusal respiratória e equilíbrio simpático-vagal. A revisão termina com uma breve discussão sobre as potenciais implicações clínicas das técnicas de respiração lenta. Este é um tema que merece mais pesquisa, compreensão e discussão.

Pontos principais: As práticas de respiração lenta ganharam popularidade no mundo ocidental devido aos seus alegados benefícios para a saúde, mas permanecem relativamente pouco exploradas pela comunidade médica. Investigações sobre os efeitos fisiológicos da respiração lenta revelaram efeitos significativos nos sistemas respiratório, cardiovascular, cardiorrespiratório e nervoso autônomo. As principais descobertas incluem efeitos na atividade muscular respiratória, eficiência da ventilação, sensibilidade do quimiorreflexo e do barorreflexo, variabilidade da frequência cardíaca, dinâmica do fluxo sanguíneo, arritmia sinusal respiratória, acoplamento cardiorrespiratório e equilíbrio simpático-vagal. Parece haver potencial para o uso de técnicas de respiração lenta controlada como meio de otimizar parâmetros fisiológicos que parecem estar associados à saúde e à longevidade, e que podem se estender a estados patológicos; no entanto, há uma necessidade urgente de mais pesquisas nessa área.

Objetivos educacionais: Proporcionar uma visão geral abrangente da fisiologia respiratória humana normal e dos efeitos documentados da respiração lenta em humanos saudáveis. Revisar e discutir as evidências e hipóteses sobre os mecanismos subjacentes aos efeitos fisiológicos da respiração lenta em humanos. Fornecer uma definição de respiração lenta e o que pode constituir uma “respiração autonomicamente otimizada”. Abrir a discussão sobre as potenciais implicações clínicas das técnicas de respiração lenta e a necessidade de mais pesquisas.

Referências

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